Segundo a Doutora M.Lourdes, o principal fator causal de Distúrbio (da articulação) da ATM é o stress. Mas, outros fatores podem ser os responsáveis como: Traumáticos (quedas, acidentes). Hábitos Para-funcionais (roer unhas, lápis, mascar chicletes, segurar o gancho do telefone com o ombro e pescoço). Sistêmicos (alterações hormonais, doenças reumáticas, fibromialgia, lassidão ligamentar), entre outros.
"Verificamos que a dor Orofacial atinge mais mulheres do que homens, entre 20 e 45 anos, podendo ter casos também em crianças e idosos, embora seja mais difícil".
É difícil estabelecer maneiras de prevenção, mas ter uma qualidade de vida melhor, sem stress, auxilia a evitar a Dor Orofacial, embora, tenha algumas exceções, onde, mesmo as pessoas mais tranqüilas acabam desenvolvendo a dor, em função de certos hábitos como ranger ou apertar os dentes durante o sono.
Porém, para um diagnóstico mais preciso, é fundamental a visita a um profissional!
Fonte: Dra. Maria de Lourdes R Accorinte - QualiCenter Odontologia Ltda.
Dos fatores acima citados, a má escovação é que origina cáries e a maioria dos problemas de gengiva. As cáries, entretanto, são de mais fácil percepção pelas pessoas do que os problemas gengivais, seja pelo surgimento de dor ou pela percepção de que o "dente escureceu".
Já os problemas de gengiva são diferentes: inicia-se com pequena inflamação dos tecidos gengivais chamada gengivite, com aumento de volume da mesma, vermelhidão, mas nem sempre causa sangramento ou dor o que a torna imperceptível no início, mas sua evolução continua através do acúmulo de placa bacteriana proveniente da má escovação.
Se a gengivite não for tratada nessa fase (através do diagnóstico do dentista, em especial do Periodontista, que é especialista em problemas gengivais, evolui para uma inflamação do osso que mantém o dente em posição, chamada periodontite, tendo como características: inchaço e vermelhidão da gengiva, sangramento ao mastigar, escovar os dentes ou espontaneamente, mau hálito constante, gengiva sensível e dentes mudando de posição e amolecidos. A sensação dolorosa nem sempre está presente.
Se você está percebendo uma ou algumas características em seus dentes e gengiva, é importante a consulta ao periodontista, que irá detectar que tipo de problema está presente, a gravidade e o melhor tratamento a cada caso.
Mas não se esqueça: nem todo dente amolecido tem que ser extraído; você ainda pode salvá-lo!!!
Fonte: Dr. Wagner Rosa Jr. - Periodontista - QualiCenter odontologia Ltda.
A Ortodontia é uma especialidade que contribui para um melhor posicionamento e relacionamento entre os arcos dentários superior e inferior. Conseqüentemente, influi em melhorias: na mastigação, deglutição e digestão; estéticas; na respiração (no caso de respiradores bucais, às vezes em tratamento conjunto com otorrino); na fala (também necessitando às vezes de tratamento conjunto com fono); na higienização (facilitando escovação e uso do fio dental, e evitando aparecimento de inflamações gengivais e cáries).
Além desses benefícios, nota-se também que muitos dos problemas de cefaléias de origens investigadas por médicos, porém não solucionadas, são provenientes do mau posicionamento dos dentes nas arcadas, trazendo uma mordida não balanceada, que provoca dores de cabeça, musculares em região de face e cervicais (nuca, por exemplo).
Por todos esses motivos, e pela necessidade crescente das pessoas primarem por melhor qualidade de vida, os aparelhos ortodônticos têm contribuído para que, problemas presentes desde a infância, sejam agora corrigidos na fase adulta, com aparelhos discretos (transparentes), modernos (menos doloridos ao serem feitos ajustes) e de excelentes resultados, satisfazendo pacientes e profissionais.
Fonte: Profª Drª Maria de Lourdes R. Accorinte - QualiCenter Odontologia Ltda.
O clareamento é uma forma de remoção dos corantes que penetram em nossa estrutura dental ao longo da vida, provenientes da alimentação, bebidas (principalmente chá, café, sucos de coloração escura) e cigarro.
O escurecimento dos dentes pode ocorrer por outros motivos?
Sim. Além da alimentação, bebidas e cigarro, pode ocorrer por tratamento de canal realizados e traumas (ex: quedas, acidentes onde houve envolvimento dos dentes na batida). O tratamento de canal propriamente dito não provoca escurecimento dos dentes, mas sim algumas substâncias, já em desuso, colocadas durante o tratamento, ou ainda restos de nervo que possam ter permanecido.
Os dentes escurecidos por trauma/tratamentos de canal podem ser clareados?
Sim. Pode-se fazer uma tentativa de clareá-los; isso porque nesses casos há fatores como: há quanto tempo foi feito o canal, ou há quanto tempo houve o trauma (quanto mais tempo tiver decorrido,torna-se mais difícil o clareamento); intensidade do escurecimento (as vezes não conseguimos que o dente fique na mesma tonalidade dos demais, sendo então necessário buscar outras alternativas estéticas, como facetas e coroas de porcelana.
O processo de clareamento é o mesmo em todos os casos?
Há algumas variações. Quando fazemos clareamento em todos os dentes superiores e inferiores, há 2 (duas) técnicas: clareamento caseiro ou a laser.
O caseiro é feito num período de 1 (um) mês, e o paciente realiza em sua casa, fazendo uso de uma placa, que se adapta perfeitamente a seus dentes, e no interior desta e colocado um gel, que faz o trabalho de remoção da coloração amarelada / escurecida dos dentes.
Já o clareamento a laser é realizado no próprio consultório, e em apenas 2 (duas) ou 3 (três) sessões já esta pronto.O dentista também aplica um gel (com concentração do produto bem superior ao gel caseiro) e este é ativado com a luz do laser. Em virtude dessa associação gel + laser, e por ser de maior concentração, vemos um resultado mais satisfatório do que o caseiro.
Já em dentes escurecidos pós-trauma ou tratamento de canal, pode-se aplicar o laser ou não, mas o gel clareador é sempre aplicado por um dentista, pois tem que ser colocado dentro do dente.Vale lembrar que dentes escurecidos pós-trauma passarão primeiro por tratamento de canal para depois fazerem o clareamento.
Isso porque há casos em que apenas o tratamento de canal já traz ao dente a sua coloração inicial. Mas isso também depende muito de quanto tempo já se passou após o trauma.
Há contra-indicações para o clareamento?
Sim. Normalmente, pessoas que fumam nao verão um resultado satisfatório, sendo necessário, pelo menos durante o tratamento,pararem de fumar.
É necessário evitar também: chá, café, molhos de tomate,mostarda, ketchup e sucos/ refrigerantes escuros (uva, morango, laranja,coca-cola).
Pacientes com outros tratamentos bucais à serem realizados, como presença de cáries, gengiva inflamada, dentes para tratramentos canal, devem primeiro realizá-los, para depois iniciar o clareamento.
Quais cuidados devem ser tomados pós-clareamento?
Normalmente, seria importante parar de fumar e evitar a ingestão de café e chá várias vezes ao dia, para que o clareamento dure mais tempo. Tomando esses cuidados, e mantendo uma boa higienização diária, o clareamento terá sucesso prolongado.
Pode trazer alguns efeitos indesejados?
O principal efeito nos primeiros dias pode ser um aumento na sensibilidade nos dentes (com água gelada ou em temperatura ambiente), que varia de pessoa para pessoa, mas que logo melhora. Nos casos de clareamento caseiro, pode haver uma sensibilidade na gengiva também, mas que passa em poucos dias.
Outro efeito pode ser um clareamento não uniforme, ou seja, alguns dentes ficarem mais claros que outros. Por isso, é muito importante o acompanhamento, por parte de um profissional dentista, que avaliará o tratamento em várias etapas, de modo que poderá concentrar o clareamneto em determinadas áreas, obtendo melhores resultados.
Além da alimentação controlada, há outras formas de dentes brancos por mais tempo?
Como tratamento auxiliar, o dentista poderá indicar um creme dental conhecido como branqueador ou clareador, que funcionará como uma manutenção; mas é necessário que seja bem indicada, por um profissional, pois há produtos muito abrasivos que podem trazer desgastes do esmalte dental, prejudicando na estrutura e causando mais sensibilidades.
Obturações claras precisam ser trocadas antes ou depois do clareamento?
Quando não houver cáries, as trocas são feitas após o clareamento, para que seja escolhida a cor da resina a mais próxima possível com a dos dentes. Na presença de cáries, é necessário tratá-las primeiro, fazer o clareamento e novamente refazer essas obturações em função do ajuste da cor.
Quando há necessidade de tratamento com aparelhos para posicionar melhor os dentes, em que momento faz-se o clareamento?
O ideal é primeiro realizar todo o tratamento com aparelho, e após sua remoção realizar: limpeza para remoção de placa bacteriana; polimento das estruturas dentais para remover restos de resina em virtude da colagem do aparelho fixo; tratamento de possíveis cáries; e por último realização do clareamento.
O piercing lingual pode trazer sérios riscos à saúde. Em primeiro lugar, nem sempre os estabelecimentos que colocam as peças seguem as normas da Vigilância Sanitária e de esterilização. Conseqüentemente, podem ocorrer transmissões cruzadas de vírus, como hepatite e AIDS.
Além disso, há os transtornos que podem ser causados por: perfuração em regiões vascularizadas ou nervosas (trazendo sangramento prolongado e parestesia); inchaço exagerado da língua (fechando passagem do ar e dificultando a respiração); fraturas dentais, traumas de mucosa, gengiva e palato (pelo simples fato de mastigar ou ficar "brincando" com o piercing); quelóides na língua; câncer bucal.
Outros problemas são: interferências na mastigação, deglutição e fonação, hipersalivação, hipersensibilidade ao metal e interferências na realização de imagens radiográficas.
É aconselhado aos usuários do acessório procurar um cirurgião- dentista de confiança para acompanhamento e identificação de eventuais danos.
Já o piercing dental não é considerado agressivo, apesar de facilitar o acúmulo de placa bacteriana (requerendo maior atenção à higiene para evitar cáries).
Sua colocação não necessita de "furos" ou desgastes da estrutura dental. É utilizado um produto para fixar a peça no dente, a qual pode ser removida a qualquer momento por um cirurgião- dentista. Apesar de não trazer danos, deve ser colocada por um dentista, que utiliza os materiais adequados para fixação e posterior remoção/ limpeza da estrutura dental, além de seguir corretamente as normas de esterilização e Vigilância Sanitária.
Ao longo desse artigo serão abordados diversos riscos a que você se expõe quando decide não fazer um implante. Com impactos diretos na qualidade de alimentação, saúde geral e gastos para a manutenção dessa saúde.
A implantodontia, além de ser um tratamento que visa a reabilitação da estética oral, presta-se a objetivos maiores, que os profissionais da QualiCenter Odontologia gostariam de abordar com os leitores. De uma maneira mais didática, seguem abaixo alguns riscos envolvidos quando há perda parcial ou total dos dentes:
1. Perda de Eficiência Mastigatória: Quando os dentes perdidos são substituídos por implantes, dependendo do número e distribuição dos mesmos, pode-se chegar muito próximo da eficiência mastigatória dos dentes naturais. Quando é utilizada a prótese removícel, aquela conhecida pelos leigos "com grampinhos", é reabilitada apenas 50% dessa mesma eficiência. ao passo que quando são utilizadas próteses totais (dentaduras) é possível ter apenas 30% da eficiência mastigatória original. Essa queda de força mastigatória acarreta de determinados alimentos ricos em fibras, proteínas e vitaminas.
2. Queda do Equilíbrio dos Músculos Mastigatórios: Quando os dentes são perdidos mesmo que seja um só, ocorre um desequilíbrio da força dos músculos da mastigação, pois o sistema nervoso central enviará comandos para que haja mastigação no lado com maior número de dentes naturais. Esse desequilíbrio leva a prejuízos que vão desde uma maior tendência a fraturas dentárias; mobilidades dentárias devido ao excesso de carga nos dentes remanescentes até desgastes na ATM (articulação que movimenta a boca) levando a inúmeras consequências, dentre elas, dores de cabeça.
3. Atrofia Óssea: Este é o pior risco da não instalação de implantes dentários. Com a perda dentária e a falta de estímulo sobre os ossos, os maxilares vão diminuindo, havendo perda óssea tanto em altura quanto em espessura, o que compromete com o passar dos anos, a futura instalação de implantes ou até a estabilidade de uma prótese removível ou dentadura.
Fonte: Matéria desenvolvida pela Profª Drª Maria de Lourdes R. Accorinte para Revista Em dia - Abril/2008
E nesta missão, aproveitamos esta veiculação para divulgar algumas matérias recentes da área de saúde.
A QualiCenter Odontologia assina um periódico emitido pelo Hospital A. C. Camargo (Referência Nacional em Oncologia) que relata as principais atividades desenvolvidas pela Instituição.
Na última edição o Hospital A.C. Camargo, pioneiro no serviço de oncogenética, esclarece a importância sobre o aconselhamento genético de famílias com síndromes hereditárias ligadas ao Câncer.
Toda a pessoa com antecedentes familiares de câncer deveria procurar uma equipe médica especializada para traçar o seu perfil familiar através de uma espécie de árvore genealógica denominada heredograma, que observa todas as gerações anteriores e os casos que mais tiveram tendência no grupo familiar. Se confirmada a predisposição hereditária ao câncer, o paciente faz um teste genético apurado, que avalia a sequência de DNA e traça o perfil dos familiares.
Com essas informações, os pacientes recebem indicação de como fazer a prevenção por meio de exames como a colonoscopia, a mamografia e o PSA.
Pois a prevenção é de suma importância para o sucesso do tratamento!!
P.S.: Em Novembro de 2007, o Hospital A.C. Camargo, na pessoa de sua Diretora do Departamento de Oncogenética, Maria Izabel Achotz, formalizou sua participação em um novo projeto da agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IACR), uma Instituição vinculada à OMS (Oraganização Mundial de Saúde).
Este projeto visa redigir um documento com diretrizes para detecção e acompanhamento de famílias portadoras da Síndrome de Li-Fraumeni (LFS), que é uma síndrome hereditária de predisposição a diversos tipos de câncer que pode estar presente em famílias inteiras e faz com que seus portadores tenham maiores chances de desenvolver a doença.
Este projeto tem uma importância global, por isso a QualiCenter quer ajudar a divulgar este bonito trabalho do Hospital A.C. Camargo. (Tel.: 2189-5000 - Depto de Oncogenética / Site: http://www.hcanc.org.br/)
A Implantodontia é uma especialidade que vem sendo muito divulgada, contudo, os implantes surgiram há mais de 40 anos. Muitas pesquisas e mudanças foram propostas para aprimorar a técnica. O que torna a implantodontia nos dias atuais uma técnica cientificamente comprovada e segura. porém alguns cuidados devem ser observados:
1. Saúde do Paciente: Diabetes e hipertensão arterial bem controlados não contra-indicam implantes. Pacientes xom cardiopatias necessitam de autorização médica, pois algumas drogas podem ser suspensas temporariamente, a fim de facilitar coagulação. Pacientes submetidos à quimioterapia e portadores de outras doenças de carater crônico também precisam de autorização médica. Na maioria das condições clínicas, bem tratadas, é possível fazer os implantes. Uma consulta inicial bem efetuada, avaliação de exames clínicos e um diálogo como o médico quando necessário são essenciais para o início do tratamento.
2. Quantidade de Osso Disponível: O Raio-X Panorâmico serve para dar uma visão inicial da quantidade de osso disponível, mas em regiões onde ocorreu perda dentária há muitos anos, além da diminuição em altura, também há perda da espessura óssea, ou seja, poderá não haver espessura adequada para acomodar um implante. Se um implante não ficar bem cercado de osso, quando entrar em função mastigatória poderá fracassar. Para diagnosticar corretamente a região a ser tratada muitas vezes é necessário um exame de tomografia.
3. Tempo Adequado Para Osteointegração do Implante: A carga imediata é uma técnica que tem indicações precisas e muitas vezes não poderá ser proposta por limitações clínicas. Em geral são necessários seis meses para maxila e quatro meses para mandíbula. Próteses removíceis, embasadas com materiais macios, provisórias coladas aos dentes vizinhos podem garantir a estética.
Equipes multidisciplinares com vários especialistas que possam discutir o caso clínico e utilizar vários recursos científicos também favorecem o sucesso do tratamento.
Fonte: Matéria divulgada na Revista Em Dia - Maio/2008